O bloqueio do trecho da Autoestrada 1 (A1) entre os quilômetros 198 e 189 - entre os acessos Coimbra Norte e Coimbra Sul - levou à necessidade de definir caminhos alternativos para quem viaja entre o Norte e o Sul do país.
Sem previsão de quando a via será liberada - o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, fala em “semanas” -, a Brisa Concessão Rodoviária aponta duas rotas principais para contornar o trecho fechado na região de Casais, em Coimbra: o Corredor do Litoral (A8, A17 e A15) e o Itinerário Complementar 2 (IC2).
Rotas alternativas para a A1 em Coimbra
Entre as opções indicadas, a alternativa mais organizada e com maior capacidade de absorver o fluxo é o corredor A8/A17/A15, variando de acordo com o sentido de deslocamento.
Corredor do Litoral (A8, A17 e A15)
- Sentido Sul–Norte: os motoristas devem escolher a A8 (Oeste) ou seguir pela A15 para acessar a A17, que faz a ligação direta pelo litoral até a região de Aveiro. A partir daí, é possível retornar à A1 ou continuar pela A29.
- Sentido Norte–Sul: aplica-se o trajeto inverso, com o desvio do tráfego na área de Aveiro/Mira em direção à Figueira da Foz e Leiria pela A17.
Já o IC2 aparece como a saída mais imediata para quem precisa circular nas proximidades da cidade de Coimbra. Ainda assim, é importante considerar que, com o volume elevado de veículos desviados da A1, o IC2 pode registrar forte lentidão e filas longas, especialmente nos horários de pico.
Obras podem demorar semanas
Vale lembrar que o fechamento da A1, nos dois sentidos, entre os quilômetros 198 e 189 ocorreu após o rompimento de um dique na margem do rio Mondego e o consequente risco de abatimento do pavimento da rodovia - algo que, de fato, veio a acontecer cerca de três horas depois da interdição do trecho.
Em declarações à SIC Notícias, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, classificou o episódio como sendo “absolutamente extraordinária” e indicou que serão necessárias várias semanas para corrigir os danos na principal autoestrada do país.
“Enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo. Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviço dos portugueses”, avançou Miguel Pinto Luz.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário