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CARM lança COSMOS e reforça presença na Beira Interior com vinhos de altitude

Homem observa taça de vinho tinto em vinhedo ao entardecer com garrafas sobre pedra grande.

Com quase três séculos de tradição na vitivinicultura do Douro, a empresa familiar amplia sua atuação na Beira Interior ao colocar no mercado a nova marca COSMOS, criada a partir de algumas das vinhas mais altas de Portugal. Daí nascem safras com perfil frutado, fresco e com forte caráter mineral.

A trajetória da CARM no Douro é extensa e amplamente reconhecida: a casa atua como viticultora no Douro Superior desde o fim do século XVIII e hoje soma cerca de 200 hectares de vinhas ao redor da aldeia de Almendra. Ao mesmo tempo, a família Roboredo Madeira vem reforçando sua quinta dedicada a vinhos na região da Beira Interior - um movimento que ganha mais peso com o lançamento da COSMOS, uma linha leve e equilibrada composta por quatro rótulos, sob o slogan "Perto das Estrelas", que chama atenção para a Beira Interior como território de vinhos de altitude.

COSMOS na Beira Interior: altitude, granito e clima rigoroso

A proposta da marca acompanha de perto a identidade do terroir local: solos graníticos, condições climáticas severas e vinhas instaladas entre 650 e 720 metros de altitude, na área de Vermiosa, dentro da sub-região de Figueira de Castelo Rodrigo.

Na linha Colheita, a intenção é privilegiar um estilo mais direto. "vinhos mais marcados pela fruta e pela frescura, sendo fáceis de beber", explica Filipe Roboredo Madeira, CEO e produtor da CARM. No branco, o corte reúne Síria - ou Roupeiro -, Fonte Cal e Arinto. No tinto, o destaque vai para Tinta Roriz e Touriga Nacional.

Já na gama Reserva, a base continua sendo o perfil frutado, mas com mais camadas. "para além do seu carácter frutado, ganham complexidade devido ao estágio em barrica e são mais marcados pela mineralidade do terroir", acrescenta o mesmo responsável. Nos brancos, entram as castas Gouveio, Síria e Fonte Cal; nos tintos, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Alfrocheiro.

Castas autóctones como assinatura da família Roboredo Madeira

A escolha por castas autóctones é uma marca do trabalho da família Roboredo Madeira, tanto no Douro quanto, agora, também na Beira Interior. "Portugal é um dos países com o maior número de castas autóctones do mundo. Se queremos ser fiéis à nossa origem e à região onde estamos, sentimos a obrigação de trabalhar com castas nacionais. Só assim podemos reclamar autenticidade e respeito pelo que é nosso. Se queremos provar um bom Pinot Noir, optamos por um vinho da Borgonha, mas se queremos uma boa Touriga Nacional, sabemos que será em Portugal que a vamos encontrar", defende o CEO da CARM, cuja produção anual chega a um milhão de garrafas, distribuídas por mais de 40 referências no mercado.

Beira Interior: um projeto que vem de antes

O investimento na Beira Interior, porém, não começou agora. "É uma região à qual a família sempre esteve ligada", conta. Os primeiros vinhos da CARM nessa região datam de meados dos anos 2000. Segundo o responsável, a combinação da altitude, dos solos graníticos e do uso de castas autóctones na sub-região de Figueira de Castelo Rodrigo torna possível criar vinhos com personalidade diferente daqueles produzidos no Douro, desde logo definidos pela mineralidade e pela sensação de frescor.

CARM: contatos e preços

CARM
Rua Calabria, Almendra
Tel.: 279 718 010
Web: carm.pt
Preço: COSMOS Colheira Branco e Tinto (P.V.P. 6,99€); Reserva Branco e Tinto (P.V.P. 12,49€)

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