Ainda bem: o bagagista esquecido saiu ileso.
Em viagens de avião, atrasos pequenos são algo relativamente comum. Só que os passageiros de um voo Montréal – Moncton, da Air Canada, não imaginavam enfrentar uma demora tão grande - em uma sequência de contratempos e azar. O motivo do caos: a descoberta de um bagagista esquecido no porão (compartimento de carga) da aeronave.
No fim das contas, o voo foi cancelado e os passageiros só chegaram ao destino… 22 horas depois do horário previsto de pouso. Por sorte, tudo terminou sem feridos e todos conseguiram voltar para casa em segurança. Ainda bem.
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Um esquecimento que poderia ter sido dramático
Os passageiros de um Airbus A320 da Air Canada na rota Montréal – Moncton passaram por uma situação fora do comum. No mês passado, o avião já estava pronto para decolar, mesmo após o voo acumular vários atrasos. Porém, quando a aeronave começou a taxiá-la em direção à pista, nada seguiu como planejado.
Pessoas sentadas na parte traseira relataram ouvir batidas repetidas e gritos - como pedidos de socorro - vindos debaixo da cabine. Diante disso, a tripulação interrompeu o táxi e solicitou o retorno imediato ao ponto de estacionamento para resolver o problema.
O que havia no compartimento de carga
A explicação era grave: um funcionário da equipe de bagagem ficou preso no porão interno, no meio de uma avalanche de malas. O piloto se desculpou com os viajantes e comentou que, em toda a carreira, nunca tinha passado por algo parecido.
Por que a situação é perigosa em um porão de avião
Foram necessários 35 minutos entre o momento em que os passageiros começaram a ouvir os gritos e as batidas e o instante em que o bagagista foi “libertado”. Ele não se feriu, mas o episódio poderia ter tido consequências dramáticas se o avião tivesse decolado.
Embora hoje os porões sejam pressurizados em nível equivalente ao da cabine, a temperatura pode cair muito, chegando a ficar abaixo de zero grau, além de haver ventilação limitada - afinal, não é um espaço projetado para pessoas.
Um caso anterior com a Turkish Airlines
No ano passado, um agente de solo também foi trancado dentro do porão de um avião em um voo da Turkish Airlines entre Istambul e Atenas. Infelizmente, ele permaneceu preso por mais de uma hora após a decolagem e, apesar de ter sobrevivido depois de um pouso de emergência, ficou gravemente ferido: sofreu congelamento severo e complicações médicas de longo prazo. Ele chegou a ficar perto de amputar as duas pernas.
Depois desse susto no voo Montréal – Moncton, os passageiros ainda não tinham se livrado dos transtornos. Foi preciso trocar a tripulação e, em seguida, um problema técnico exigiu a atuação da equipe de manutenção. No final, a operação foi cancelada e a viagem ficou para o dia seguinte - quando já eram 1h15 da manhã. Falta de sorte…
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