Um acontecimento incomum, porém chamativo, foi registado em 26 de janeiro em Las Vegas. Pouco depois de levantar voo, uma aeronave da British Airways perdeu uma roda do trem de pouso. Ainda assim, a viagem prosseguiu e o avião chegou a Londres sem intercorrências.
O incidente com o voo BA274 da British Airways em Las Vegas
O caso ocorreu por volta das 21h (horário local) no Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas, no estado de Nevada. O voo BA274, operado pela British Airways com destino a Londres, havia acabado de sair da pista quando foram notadas faíscas na área do trem de pouso principal direito.
Após o início da subida, durante o recolhimento do trem de pouso, o componente se desprendeu do conjunto principal direito e caiu no solo nas imediações do aeroporto. A peça que se soltou era a roda traseira externa do trem principal - um conjunto que, nesse tipo de aeronave, é formado por seis rodas organizadas em três pares.
Felizmente, não houve registo de feridos no chão, e a tripulação não declarou emergência de imediato. A aeronave, um Airbus A350-1000, manteve o plano de voo por mais de nove horas e pousou normalmente em Londres, no Aeroporto de Heathrow.
Um Airbus A350-1000 projetado para suportar esse tipo de imprevisto
Embora a ideia de um avião perder uma roda durante a decolagem impressione, esse tipo de cenário é considerado no projeto de aeronaves modernas. Jatos de longo curso como o envolvido são desenvolvidos para suportar falhas parciais sem que a segurança do voo seja comprometida.
O trem de pouso principal, por exemplo, conta com elevada redundância: a perda de uma roda não implica a falha do conjunto como um todo. Cada roda absorve apenas uma fração da carga no pouso, e os sistemas são dimensionados para que o avião consiga aterrar mesmo em condição degradada.
O que pode levar ao desprendimento de uma roda do trem de pouso
Além do desenho do equipamento, as equipas de voo seguem procedimentos rigorosos para lidar com anomalias desse tipo. A monitorização é contínua - temperatura, vibrações e parâmetros ligados à frenagem -, ao mesmo tempo em que se confirma a ausência de problemas de pressurização ou de desequilíbrio estrutural. Com base nos dados disponíveis, os pilotos então decidem se há necessidade de desvio. Neste episódio, nada indicava um risco imediato para a continuidade do trajeto.
Quanto às causas, várias hipóteses costumam ser avaliadas por autoridades e operadores. Entre as possibilidades estão fadiga de material, falha de fixação ou questões associadas à manutenção. As solicitações térmicas no momento da decolagem também podem enfraquecer determinados componentes. Outro cenário investigado é o impacto com detritos na pista.
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