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Lime pede entrada em Bolsa nos Estados Unidos após faturar US$ 886,7 milhões em 2025

Jovem mulher andando de patinete elétrico em rua movimentada com painel digital verde ao fundo.

Pedido de entrada em Bolsa da Lime nos Estados Unidos

A Lime, empresa norte-americana de patinetes e bicicletas elétricas com apoio da Uber, protocolou um pedido para abrir capital nos Estados Unidos. Em documentos enviados às autoridades norte-americanas, a companhia informa que faturou 886,7 milhões de dólares (cerca de €752 milhões na cotação atual) em 2025, o que representa uma alta de 29,1% em relação ao ano anterior, informou nesta sexta-feira a Reuters.

A empresa, que tem sede em São Francisco, ainda não detalhou os termos da operação nem quantas ações pretende oferecer ao mercado. Por enquanto, o que se sabe é que a listagem deve ocorrer na Nasdaq, com o código “LIME”, por meio da entidade Neutron Holdings.

Operação global e liderança da Lime

A Lime atua com um serviço de aluguel de curta duração de bicicletas e patinetes elétricos e está presente em cerca de 230 cidades de 29 países. Fundada em 2017, a empresa chegou a Portugal em 2018 e é comandada por Wayne Ting, ex-executivo da Uber.

No prospecto apresentado ao mercado, a Lime afirma que pretende destinar os recursos da abertura de capital ao financiamento das operações, ao pagamento de dívidas e a investimentos em tecnologias, ativos ou propriedade intelectual complementar.

Momento do mercado e outras empresas rumo à Bolsa

A ida da Lime à Bolsa acontece enquanto o mercado norte-americano de novas empresas listadas mostra recuperação após a desaceleração observada no começo do ano, atribuída à volatilidade dos mercados financeiros e aos impactos da guerra no Oriente Médio.

Nos últimos meses, companhias ligadas a inteligência artificial, defesa e biotecnologia também avançaram em direção à Bolsa, em um cenário de maior apetite dos investidores por empresas de tecnologia com perspectivas de crescimento.

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, várias empresas emergentes ainda tentam se antecipar à esperada entrada da SpaceX no mercado de capitais, em uma operação que pode concentrar grande parte da atenção dos investidores. A empresa de Elon Musk apresentou o pedido no mês passado e pode chegar a uma avaliação de 1,75 trilhão de dólares.

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