MV Hondius: caso de hantavírus entre franceses repatriados
Uma passageira francesa que estava a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius testou positivo para hantavírus, informou nesta segunda-feira a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist.
Segundo a ministra, entre os cinco cidadãos franceses repatriados e mantidos em isolamento em Paris, o quadro clínico de uma mulher "infelizmente, piorou durante a noite" e "os testes deram positivo", em declaração à rádio France Inter.
Diante da situação, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, marcou para esta tarde uma reunião para tratar do assunto.
Também foi divulgado na noite passada que um dos 17 norte-americanos retirados do navio teve resultado positivo, embora não apresente sintomas, de acordo com autoridades de saúde dos Estados Unidos.
Quarentena recomendada pela OMS e balanço de casos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que quem esteve no navio cumpra 42 dias de quarentena; ainda assim, cada país pode decidir como aplicar a medida, afirmou no domingo o diretor-geral da agência da ONU.
Tedros Adhanom Ghebreyesus explicou que a OMS já emitiu uma recomendação de 42 dias de quarentena, "com seguimento ativo", em casa ou em uma unidade de saúde, para tripulantes e passageiros do MV Hondius após o desembarque.
No domingo, a OMS confirmou seis casos entre oito suspeitas de infecção por hantavírus em pessoas que viajaram no navio. Três pessoas morreram, e nenhum dos doentes ou de quem era suspeito de estar infectado permanecia a bordo quando a embarcação chegou às Canárias.
Repatriações, rota do navio e riscos do hantavírus Andes
Ainda hoje, outras 24 pessoas devem desembarcar e ser repatriadas para a Austrália e os Países Baixos.
O navio, com parte da tripulação permanecendo a bordo - que não desembarcará nas Canárias - seguirá depois para os Países Baixos, onde o cruzeiro está registrado e onde fica o armador.
A embarcação vinha da Argentina, pelo Atlântico Sul, e no último fim de semana gerou um alerta sanitário internacional.
Em geral, o hantavírus é transmitido a partir de roedores infectados. Já a variante identificada no cruzeiro, o hantavírus Andes, é rara e pode ser transmitida de pessoa para pessoa.
Os sintomas da infecção por hantavírus, no começo, costumam se parecer com os de uma gripe, incluindo tosse, fadiga, dor de cabeça e dores musculares.
A depender da cepa, o hantavírus pode causar uma infecção pulmonar ou renal.
A OMS afirma que o risco desse surto para a população em geral é baixo.
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