Pular para o conteúdo

Marinha do Brasil treina Forças Especiais para a segurança da 30ª Conferência das Partes em Belém

Dois policiais em barco próximo a um grande navio de cruzeiro em área portuária durante o dia.
  • Adicionar a Zona Militar no Google
    • Por que nos adicionar? Receba as últimas publicações da Zona Militar diretamente no seu feed do Google.
  • Entre no canal do WhatsApp
    • Acesse nosso canal oficial no WhatsApp e receba as notícias em tempo real.

No dia 7 de novembro, unidades de Forças Especiais que atuam pela Marinha do Brasil conduziram exercícios de prontidão voltados a assegurar a realização da 30ª Conferência das Partes, que reúne delegações de diversos países para discutir temas ligados às mudanças climáticas. De acordo com a própria instituição, o treinamento incluiu um simulado de assalto ao cruzeiro civil Costa Diadema, considerado ocupado por forças inimigas na região de Belém, com o objetivo de fortalecer a capacidade de intervir em apoio a embarcações civis que possam se tornar alvo de ações terroristas.

👉 Leia também: O míssil de cruzeiro Barracuda-500M, da Anduril, pode transformar o C-390 Millennium em uma plataforma de ataque

Simulação de retomada do cruzeiro Costa Diadema em Belém

Em termos operacionais, a Marinha do Brasil informou que a atividade empregou um helicóptero UH-15 Super Cougar, responsável por executar uma aproximação ao navio-alvo em baixa altitude para posicionar-se de modo a desembarcar uma equipe de Forças Especiais - a cerca de sete metros do convés. Nesse momento, os operadores lançaram cordas para embarcar rapidamente e, em seguida, realizaram a varredura por possíveis ameaças e o resgate de pessoas que, no exercício, simulavam estar mantidas como reféns pelo inimigo.

Unidades empregadas: Comandos Anfíbios e Mergulhadores de Combate

A instituição também destacou que a operação exigiu a participação de militares da agrupação de Comandos Anfíbios, além de Mergulhadores de Combate do Corpo de Fuzileiros Navais, especializados em missões de alta complexidade, reconhecimento e contraterrorismo. A Marinha ressaltou ainda que o treinamento representou uma oportunidade incomum para os operadores brasileiros, já que foi possível executar as práticas com um cruzeiro civil de grande porte - um tipo de plataforma que nem sempre está disponível às forças envolvidas.

📌 Você pode se interessar - Submarinos para a Marinha Argentina: o Brasil surgiria como um ator-chave para financiar e impulsionar a opção francesa Scorpène - Após a modernização, o destróier USS Zumwalt, da Marinha dos EUA, voltará ao serviço sem mísseis hipersônicos

Entre as declarações oficiais divulgadas, a reportagem cita o tenente-comandante Victor Hugo, que atuou como coordenador do exercício: “Em caso de uma situação de crise a bordo, pode ser necessário empelar equipes táticas de operações especiais como último recurso para intervir e resolvê-la, restabelecendo em última instância a segurança e a paz a bordo.”

Reforço da segurança: ações da Marinha e da Força Aérea em Belém

Em paralelo às medidas associadas à 30ª Conferência das Partes, a Força Aérea Brasileira também iniciou uma ampla operação para intensificar a proteção do espaço aéreo de Belém. Sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), foram empregados caças F-5M, aeronaves de ataque A-29 Super Tucano e diversas plataformas de apoio e vigilância, incluindo um avião de reabastecimento Embraer KC-390 Millennium e um Embraer E-99 destinado a missões de alerta antecipado e controle. Complementando o esquema, helicópteros Sikorsky H-60L Black Hawk foram acionados para tarefas de transporte e resgate, fechando o dispositivo de segurança planejado para a ocasião.

Imagens de capa e da matéria: Marinha do Brasil


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário