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Operação sem precedentes prepara chegada do MV Hondius com surto de hantavírus nas ilhas Canárias

Equipe médica com coletes amarelos e EPIs caminha em porto com navio de cruzeiro e bandeira da Espanha ao fundo.

Operação para receber o MV Hondius nas ilhas Canárias

Uma "operação sem precedentes" está nos ajustes finais para a chegada, prevista para a madrugada de domingo, do navio de cruzeiro MV Hondius, onde há um surto de hantavírus. Mesmo diante do ceticismo nas ilhas Canárias, o primeiro-ministro da Espanha destacou o "dever moral e legal" de receber a embarcação.

Logística do desembarque, isolamento e repatriação

O plano prevê o desembarque de cerca de cem pessoas no porto industrial de Granadilla, que seguirão diretamente para o aeroporto de Tenerife Sul. De lá, devem ser repatriadas em aviões disponibilizados por diversos países e pela União Europeia.

No navio permanecerão 43 tripulantes, entre eles um português, que na segunda-feira deverão viajar para os Países Baixos, onde a embarcação está registrada.

A "operação inédita, de uma envergadura internacional sem precedentes", como a definiu a ministra da Saúde da Espanha, inclui o isolamento do trajeto de dez quilômetros entre o porto e o aeroporto. Todos os envolvidos usarão máscaras e equipamentos de proteção sanitária.

"Aceitar a solicitação da OMS [Organização Mundial da Saúde] e oferecer um porto seguro é um dever moral e legal para os nossos cidadãos, a Europa e o Direito Internacional", defendeu o primeiro-ministro Pedro Sánchez. "Espanha estará sempre ao lado de quem precisa de ajuda. Porque há decisões que definem o que somos como sociedade", acrescentou.

Contestação regional e posição da OMS sobre o surto de hantavírus

A recepção ao MV Hondius foi criticada pelo governo regional das Canárias, que não autorizou o navio a atracar, permitindo apenas que ficasse ancorado em mar aberto. "Há preocupações de que possa haver algum perigo, mas, sinceramente, não vejo as pessoas muito preocupadas", disse David Parada, vendedor de loteria ouvido pela agência France-Presse.

Neste sábado, a OMS confirmou o sexto caso associado à embarcação, relacionado a um surto com a variante dos Andes - a única cepa com transmissão entre pessoas. A agência voltou a assegurar que "isto não é uma nova covid".

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