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Ethiopian Airlines avalia compra de 26 aeronaves da Airbus com A220 e A350-1000

Dois homens em terno discutem planos de voo com mapas e modelos de avião em escritório com vista para pista.

A Ethiopian Airlines estuda, segundo a Bloomberg, a aquisição de 26 novas aeronaves da Airbus - um pacote que pode incluir até 20 jatos A220 e 6 unidades do A350-1000. A movimentação tem como objetivo elevar a eficiência operacional e, ao mesmo tempo, ampliar a conectividade global da maior companhia aérea da África até 2035.

Ethiopian Airlines e o A220 em aeroportos de alta altitude

O A220 é apontado como uma opção particularmente eficiente em aeroportos de grande altitude, caso do principal hub da Ethiopian em Addis Ababa, localizado a mais de 2.300 metros acima do nível do mar. Nessa condição, os motores Pratt & Whitney PW1500G trazem ganhos operacionais frente a gerações anteriores, ajudando a lidar com os desafios da menor densidade do ar.

Há alguns meses, a Ethiopian sinalizou que faria a escolha de aviões regionais e citou a Embraer como concorrente no processo. Caso o pedido de jatos A220 se confirme, o mercado deve interpretar o resultado como um revés para a fabricante brasileira.

A350-1000 para Américas e Ásia

Na aviação de longa distância, a compra de mais A350 tende a permitir um ajuste mais eficiente da malha para destinos nas Américas e na Ásia. Hoje, a frota da Ethiopian já reúne 26 aeronaves A350 (22 do modelo -900 e 4 do -1000), além de mais 17 unidades previstas para entrega.

O A350-1000, por sua vez, combina maior capacidade para passageiros e carga e ainda oferece a possibilidade de operar voos ultra longos sem penalidades severas de combustível.

Aeroporto Internacional de Bishoftu e estratégia Airbus/Boeing

A expansão da frota também se encaixa no plano do novo Aeroporto Internacional de Bishoftu, um projeto de US$ 12,5 bilhões, com quatro pistas e capacidade estimada de 100 milhões de passageiros por ano. A proposta é aliviar a pressão sobre as instalações atuais e reforçar Addis Ababa como a principal porta de entrada do continente.

Essa potencial encomenda se soma ao pedido realizado no início de 2026, quando a Ethiopian exerceu opções para 15 Boeing 787-9 Dreamliners. Manter uma frota diversificada entre Airbus e Boeing ajuda a companhia a reduzir riscos na cadeia de suprimentos e a adequar cada modelo às exigências da sua ampla rede, que já supera 130 destinos internacionais.

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