O que aconteceu na FIR Mumbai
Investigadores na Índia afirmaram em um relatório que a tripulação de um Airbus A330-200F da Turkish Airlines iniciou uma subida em voo sem autorização do controle de tráfego aéreo, o que levou à perda de separação com um Boeing 737 MAX 9 da Flydubai.
O caso foi registrado em 30 de agosto de 2025 dentro da região de informação de voo (FIR) de Mumbai, com as duas aeronaves em rumos opostos.
Perfil dos voos e níveis de cruzeiro
No momento do episódio, o A330-200F seguia de Chennai para Istambul e voava a 34.000 pés. Já o 737 MAX 9, em rota de Dubai para Calicute, mantinha 35.000 pés.
Como a subida não autorizada foi iniciada
Durante a etapa, o copiloto do A330 - que estava no comando enquanto o comandante realizava descanso controlado - pediu liberação para subir a 36.000 pés. A resposta do controle foi que não havia autorização em razão do tráfego.
Ainda assim, ao interpretar equivocadamente um sinal luminoso azul no painel como se fosse uma liberação para subir, o copiloto começou a ascensão. Com isso, o cargueiro se aproximou de forma crítica do 737, que estava cerca de 6 quilômetros à frente e 4 quilômetros à direita.
O comandante então reassumiu o controle e tentou confirmar por rádio se havia autorização, mas não conseguiu obter retorno imediato. Em seguida, o controle reiterou a negativa e solicitou que o A330-200F reduzisse a velocidade.
As duas aeronaves continuaram até seus destinos sem a ocorrência de novos incidentes.
Apontamentos do AAIB e recomendações à Turkish Airlines
A apuração do Aircraft Accident Investigation Bureau (AAIB) apontou como causas prováveis a ausência da verificação cruzada necessária e a leitura incorreta do sinal luminoso.
No mesmo episódio, o Airbus A330-200F também perdeu separação com outras duas aeronaves: um Airbus A320 da Qatar Airways e um Boeing 777-300ER da Emirates.
O AAIB recomendou que a Turkish Airlines reforce os procedimentos de comunicação entre controlador e piloto, com ênfase na checagem do conteúdo das mensagens antes de cumprir autorizações. Além disso, sugeriu revisar o manual operacional para evitar alterações relevantes de rota ou altitude durante períodos de descanso controlado, exceto quando indispensável.
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