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Inter Ikea Group anuncia corte de 850 postos de trabalho para simplificar a Ikea

Homem carregando caixa com objetos pessoais em escritório moderno e vazio.

Reorganização do Inter Ikea Group para mais simplicidade e rapidez

O Inter Ikea Group, a holding que controla a Ikea e reúne 27.700 colaboradores, informou nesta segunda-feira que vai extinguir 850 postos de trabalho como parte de um plano para ganhar “simplicidade e rapidez” e, ao mesmo tempo, cortar despesas, segundo comunicado da empresa.

De acordo com o diretor financeiro do grupo, Henrik Elm, a estrutura atual deixou de acompanhar as exigências do varejo. “Apesar de muitas realizações positivas, o Inter Ikea Group tornou-se demasiado complexo e fragmentado num ambiente de retalho que exige simplicidade e rapidez”, disse o executivo, citado na nota.

O que o grupo faz e por que a mudança foi anunciada

O Inter Ikea Group concentra principalmente funções de suporte: é o detentor da marca, responde pelo desenvolvimento da linha de produtos Ikea e também atua na área de suprimentos, em cooperação com parceiros franqueados.

Na avaliação da empresa, a reorganização busca reduzir camadas e alinhar prioridades para acelerar decisões e melhorar a eficiência interna.

Onde estarão os cortes e o cronograma da nova organização

Do total de 850 postos de trabalho eliminados, 300 ficam na Suécia. A companhia afirmou que pretende colocar a nova organização em funcionamento até o fim do ano.

Henrik Elm defendeu que um desenho mais enxuto tende a gerar ganhos operacionais e comerciais. “Com objetivos claros e menos prioridades, uma organização simplificada permitirá uma tomada de decisão mais rápida, uma redução de custos e uma melhoria da capacidade de oferecer preços mais baixos aos clientes”, acrescentou.

Ainda segundo o diretor financeiro, a estratégia revista deve ajudar a manter a competitividade da Ikea por muitos anos.

Contexto: cortes anteriores, posicionamento da Ikea Portugal e resultados

Em março, o Ingka Group - que reúne quase todas as franquias da Ikea - já havia comunicado 800 cortes de postos de trabalho, igualmente com o objetivo de simplificar a estrutura e reduzir custos.

Procurada pela Lusa, a diretora de comunicação da Ikea Portugal, Cláudia Domingues, declarou: “Foi recentemente anunciada uma reorganização ao nível da nossa estrutura de gestão global, de forma a aproximá-la dos diferentes mercados e respectivas necessidades”.

Ela acrescentou: “Em Portugal, temos acompanhado, e muitas vezes antecipado este movimento global, otimizando ao máximo a nossa estrutura, recursos e custos, adaptando-a a tempos de constante transformação e crescente volatilidade”.

A executiva afirmou ainda que ajustes já vêm sendo feitos ao longo do ano e que as mudanças envolvem extinções e criação de funções: “Ao longo deste ano já temos vindo a atualizar a nossa estrutura. Em todos esses casos, naturalmente, há posições que se extinguem, que nascem, e cada uma destas pessoas tem um plano individual criado para que possa encontrar uma nova função”, disse, sem informar se o país está incluído no plano dos 850 cortes.

A Ikea, empresa sueca do setor de móveis e com operação em Portugal, registrou queda de 32% no lucro líquido, para 1,5 bilhão de euros, no exercício de 2024/25, encerrado no fim de agosto.

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